Por que orçar corte a laser por peso ou “no olho” dá prejuízo

Duas peças com o mesmo peso podem ter custos completamente diferentes. Por que a regra fixa de planilha faz você ganhar os pedidos errados.

Por iCutdev · · 4 min de leitura

Quem orça corte a laser em planilha conhece a dúvida: será que esse valor está certo? Na maioria das vezes a resposta é “depende da peça” — e é justamente aí que mora o problema. A planilha aplica a mesma regra para qualquer peça, mas cada peça tem uma geometria diferente.

Os atalhos que parecem funcionar

Estes são os jeitos mais comuns de orçar corte a laser sem calcular a peça — e todos têm o mesmo defeito:

  • Preço por quilo: pesa a peça e multiplica por um valor fixo.
  • Preço por metro de corte: um valor por metro, igual para qualquer desenho.
  • Tabela por espessura: um preço de referência para cada chapa.
  • “No olho”: comparar com uma peça parecida que já foi orçada.
  • Copiar o concorrente: usar o preço do mercado sem saber o próprio custo.

Duas peças com o mesmo peso, custos completamente diferentes

Imagine duas peças do mesmo tamanho, na mesma chapa. A primeira é um retângulo liso. A segunda tem dezenas de furos e recortes. Pelo peso, a segunda é até mais leve — então, no preço por quilo, ela sai mais barata.

Só que é ela que ocupa a máquina por muito mais tempo. Você cobra menos justamente pela peça que dá mais trabalho.

O erro não se compensa: ele vira dois prejuízos

É tentador pensar que, na média, os erros para mais e para menos se anulam. Não se anulam, porque o cliente escolhe:

  • Na peça complexa, você cobrou de menos — e o cliente fecha com você, porque está barato. A margem fica negativa sem ninguém perceber.
  • Na peça simples, você cobrou de mais — e o cliente fecha com o concorrente. Você perde a venda que daria lucro.

No fim, a empresa ganha exatamente os pedidos em que errou para menos e perde os que dariam dinheiro. O faturamento até cresce, e o lucro some.

Sinais de que isso está acontecendo na sua empresa

  • O faturamento sobe, mas a margem do mês não fecha.
  • Vocês fecham muitas peças complexas e perdem as simples.
  • Dois orçamentistas dão preços diferentes para a mesma peça.
  • A máquina vive ocupada, e mesmo assim o caixa aperta.
  • Ninguém consegue explicar ao cliente de onde veio o preço.

O que não fazer

  • Não use um valor por quilo ou por metro como preço final.
  • Não reaproveite o preço de uma peça “parecida” sem olhar o desenho.
  • Não defina preço olhando só o concorrente, sem conhecer o seu custo.
  • Não deixe cada orçamentista com uma regra própria.

Como o iCutdev resolve

O iCutdev orça a partir do arquivo DXF, trabalhando em cima da geometria real da peça — perímetro, furos e contornos — e estima o tempo de corte com base nos parâmetros da sua máquina. A peça cheia de detalhes custa o que custa, e a peça simples sai com o preço que ganha a venda.

Todos os orçamentistas passam a usar o mesmo critério, e a formação do preço fica aberta peça por peça — o orçamento se sustenta diante do cliente. Veja em como funciona.

Orce pela geometria real da peça

Veja o iCutdev orçando as suas peças, com os parâmetros da sua máquina.