Planilha disfarçada de software: como reconhecer antes de contratar

Muitos sistemas leem o DXF, mas ler o arquivo não é entender a peça. Sete sinais para reconhecer a regra fixa disfarçada antes de contratar.

Por iCutdev · · 4 min de leitura

Muita empresa troca a planilha por um “software de orçamento” e, meses depois, percebe que o problema continua: o preço ainda não fecha com a máquina, e os orçamentistas ainda corrigem valores na mão. O motivo costuma ser simples — o que foi contratado era uma planilha disfarçada de software.

Ler o DXF não é entender a peça

Muitos sistemas de orçamento leem o DXF. Mas, por trás da tela bonita, continuam funcionando como uma planilha: aplicam regras fixas e suposições iguais para qualquer peça. Leem o perímetro do seu desenho, mas não leem a geometria.

E como o critério continua sendo de planilha, os prejuízos também continuam: a peça complexa sai barata, a peça simples sai cara, e a margem some sem explicação. Veja por que em orçar por peso dá prejuízo.

7 sinais para reconhecer antes de contratar

  1. Usa o DXF só para tirar o perímetro. Lê o arquivo, soma o comprimento de corte e conta os furos — e para por aí. Pior ainda se pede o peso, as medidas ou o tempo de corte para você digitar.
  2. Trata furos por faixa de diâmetro, com regra fixa. Algo como:
    • furos de Ø 3 a Ø 6 mm: reduz a velocidade em 70%;
    • furos de Ø 7 a Ø 10 mm: reduz a velocidade em 50%.
    Todo furo dentro da faixa recebe o mesmo desconto, seja qual for o desenho em volta dele.
  3. Soma percentuais para o que não mede. “Peça com mais de 20 furos: soma 10% de movimentação em vazio.” É uma suposição aplicada igual para qualquer peça — não uma medida da sua.
  4. Exige configurar regra por regra. Cada faixa de furo, cada percentual, para cada espessura e cada material. É um trabalho enorme para montar, e as regras envelhecem toda vez que a máquina, o gás ou o processo mudam.
  5. Peças diferentes recebem o mesmo tratamento. Duas peças com o mesmo perímetro e o mesmo número de furos saem com o mesmo tempo, mesmo que uma tenha contornos fechados e cantos vivos e a outra seja quase um retângulo. O resultado continua sendo uma média.
  6. Você não consegue ver de onde veio o preço. Sai um número final, e ninguém sabe explicar ao cliente por que essa peça custa o que custa.
  7. Margem e impostos são multiplicados sobre o custo — o erro que corta o lucro pela metade.

Como o iCutdev é diferente

O iCutdev parte do caminho oposto. Trabalha em cima da geometria real da peça — cada contorno, cada furo, cada detalhe do desenho — e, a partir dos parâmetros da sua máquina, estima o tempo com critério técnico. Menos regra para preencher, mais engenharia no resultado.

A formação do preço fica aberta peça por peça, para o orçamento se sustentar diante do cliente. Peça uma demonstração com as suas peças.

Orce pela geometria real da peça

Veja o iCutdev orçando as suas peças, com os parâmetros da sua máquina.